Na terça-feira (22 de julho de 2025), a 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, impôs ao réu a pena de 125 anos e seis meses de prisão pelos crimes cometidos em 8 de agosto de 2020, na rua Padre José Torquato, no bairro Vila José Lopes, em Itabirito, região central do Estado.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a condenação incluiu:
- 5 homicídios consumados duplamente qualificados — entre eles uma mulher de 43 anos, dois homens de 20 anos e uma jovem de 16 anos, mortos na casa da família;
- 4 tentativas de homicídio, também duplamente qualificadas — uma envolvendo um bebê de 2 anos em meio aos disparos;
- Associação criminosa armada;
- 8 ameaças.
A motivação identificada foi a disputa por um ponto mais lucrativo para o tráfico de drogas na região conhecida como “dos macacos”, no entorno do bairro Padre Adelmo. Logo após uma operação policial no dia 30 de julho de 2020, dois traficantes foram presos, causando uma reorganização de poder e o consequente crime.
De acordo com o delegado da época, Frederico Ribeiro de Freitas Mendes, os autores teriam executado a família por se recusarem a obedecer às imposições dos traficantes locais, que buscavam controlar a venda de drogas na região.
Durante o júri, o promotor Guilherme de Sá Meneghin ressaltou que duas testemunhas-chave — uma vítima sobrevivente e outra sob proteção — prestaram depoimentos em sigilo por razões de segurança.
Após o veredicto, o juiz determinou que o réu permanecesse detido no sistema prisional. A ação foi considerada emblemática por evidenciar a atuação do MPMG desde a instrução em Itabirito até o julgamento final.