Homem de 55 anos é indiciado por abusar da enteada de 9 anos em Betim; ele não quis prestar esclarecimentos

A denúncia foi registrada em junho de 2025 na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Testemunhas relataram episódios ocorridos na residência da vítima e mudanças de comportamento da menina.

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Inquérito da Polícia Civil, com quase 60 páginas, concluiu investigação sobre estupro de vulnerável contra criança. Imagem — meramente ilustrativa.
Inquérito da Polícia Civil, com quase 60 páginas, concluiu investigação sobre estupro de vulnerável contra criança. Imagem — meramente ilustrativa.

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, na última quinta-feira (23 de abril de 2026), um inquérito de quase 60 páginas que investigava denúncia de abuso sexual contra uma criança de 9 anos em Betim, na região Metropolitana de Belo Horizonte. O investigado, de 55 anos, foi indiciado por estupro de vulnerável.

A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim, após a mãe da vítima registrar denúncia em junho de 2025. Segundo a delegada Patrícia Godoy, a mãe relatou que a filha havia contado os fatos para a tia e a avó materna, mas inicialmente não acreditou na versão da criança.

No procedimento policial, foram ouvidas a mãe, a avó e a tia da vítima. As testemunhas afirmaram que os abusos ocorriam na residência da menina desde o início do relacionamento da mãe com o investigado. O homem optou por não prestar declarações.


De acordo com os relatos, os abusos aconteciam há cerca de três anos, mas a criança não havia revelado antes por medo de que a mãe defendesse o padrasto. A delegada informou que a menina descreveu comportamentos atribuídos ao investigado, como exposição do órgão genital, toques íntimos e outras condutas de natureza sexual em diferentes momentos.

A avó e a tia reforçaram que os relatos da criança eram consistentes e detalhados, além de apontarem mudanças de comportamento, como queda no rendimento escolar e resistência a contato físico. A investigação também apurou que a menina manteve sua versão mesmo após sofrer pressão psicológica.


Segundo a delegada Patrícia Godoy, a mãe teria enviado mensagens sugerindo que a filha poderia estar confundida e alertando sobre possíveis consequências das acusações. A avó relatou ainda que a criança foi orientada a não repetir as denúncias em depoimentos formais. O depoimento da mãe foi considerado contraditório, já que ela afirmou que o companheiro não ficava a sós com a filha, versão contestada por outras testemunhas.

O inquérito foi encaminhado à Justiça para os procedimentos legais.

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