Polícia Civil apreende 15 mil tênis falsificados após dois anos de investigação em Nova Serrana e Ouro Branco

A ação identificou fábrica e depósitos usados para produção e armazenamento de calçados falsificados de marcas internacionais, vendidos em plataformas digitais e redes sociais.

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Operação Replicário cumpriu 14 mandados de busca e bloqueou R$ 10 milhões em ativos financeiros ligados à organização criminosa. Fotos — Polícia Civil.
Operação Replicário cumpriu 14 mandados de busca e bloqueou R$ 10 milhões em ativos financeiros ligados à organização criminosa. Fotos — Polícia Civil.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na terça-feira (31 de março de 2026), a operação Replicário, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida na fabricação e comercialização de calçados falsificados e em lavagem de capitais.

Durante a ação, foram cumpridos 14 mandados de busca em municípios mineiros, resultando na apreensão de mais de 15 mil pares de tênis com indícios de falsificação. Além disso, houve o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões em ativos financeiros.

Polícia Civil apreende 15 mil tênis falsificados após dois anos de investigação em Nova Serrana e Ouro Branco


As investigações tiveram início há cerca de dois anos, a partir de denúncias feitas por empresas e plataformas de comércio eletrônico. O trabalho identificou um esquema estruturado que atuava tanto na produção quanto na venda digital dos produtos ilegais.

Segundo informações da PCMG, foram localizados uma fábrica em Nova Serrana e dois depósitos em Ouro Branco, onde os calçados eram armazenados. Os produtos, principalmente das marcas Adidas, Mizuno, All Star e Vans, eram comercializados por meio da plataforma Mercado Livre, de uma página no Instagram e também em um site próprio, que segue em funcionamento. Um pedido de suspensão do site será emitido pela Polícia Civil.


Participaram da operação mais de 40 policiais civis do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra marcas e contra as relações de consumo. As apurações continuam em andamento.

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