A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou nesta segunda-feira (23 de fevereiro de 2026) três casos de mpox no estado em 2026. Dois registros ocorreram em Belo Horizonte, nos dias 7 e 29 de janeiro, e um em Contagem, também em 29 de janeiro.
Os pacientes são homens com idades entre 35 e 45 anos, e todos apresentam evolução para cura. Até a última atualização, não houve mortes relacionadas à doença em Minas Gerais.
No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza 55 ocorrências neste ano, conforme dados do Centro Nacional de Inteligência e Vigilância Genômica. A maioria dos casos foi classificada como leve ou moderada, sem indicação de agravamento em larga escala.
A SES-MG destacou que os sintomas mais comuns incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde ao apresentar sinais da doença e informar possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.
Pacientes com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e evitar compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel é considerada fundamental.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que não há medicamento específico contra a mpox.
A estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como indivíduos vivendo com HIV/aids em condição de imunossupressão — especialmente aqueles com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam em nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos.
Sobre a doença
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral transmitida por contato próximo com pessoas infectadas, fluidos corporais ou objetos contaminados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fadiga e lesões cutâneas características. Embora geralmente apresente evolução leve ou moderada, pode se tornar grave em pessoas imunossuprimidas.



