Na madrugada deste domingo (25 de janeiro de 2026), um dique da mineradora Vale se rompeu entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. O incidente ocorreu na Mina de Fábrica, pertencente à Vale, e provocou o extravasamento de água e sedimentos que atingiram diretamente a área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) Mineração.
De acordo com informações da Defesa Civil e da Agência Nacional de Mineração (ANM), não há registro de vítimas ou desaparecidos. Aproximadamente 200 trabalhadores foram retirados das instalações da CSN por medida de segurança. A enxurrada invadiu escritórios, três oficinas e o almoxarifado da empresa, chegando a 1,5 metro de altura.
O abastecimento de água na região foi interrompido devido à contaminação causada pelos sedimentos. Equipes da CSN iniciaram imediatamente os trabalhos de limpeza, enquanto aguardam fiscalização ambiental. A Vale divulgou nota oficial afirmando que o rompimento parcial não tem relação com barragens próximas e que as demais estruturas da mina permanecem estáveis.
O episódio acontece em uma data simbólica: sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, que deixou 270 mortos e dois desaparecidos. Neste domingo, atos em memória das vítimas foram realizados em Brumadinho, incluindo homenagens no Memorial inaugurado em 2025.
As prefeituras de Congonhas e Ouro Preto acompanham a situação junto à Defesa Civil, que mantém monitoramento constante da área. Até o momento, não há impacto direto em comunidades vizinhas, mas autoridades reforçam a necessidade de vigilância diante da previsão de chuvas na região.
A Prefeitura de Congonhas se pronunciou devido ao ocorrido, veja:
A Prefeitura de Congonhas informa que, embora o incidente tenha ocorrido em território de Ouro Preto, a situação impacta toda a região e exige atenção redobrada. Por meio da Defesa Civil, da Secretaria de Meio Ambiente e de equipes técnicas, o município está acompanhando de perto os desdobramentos e adotando medidas preventivas em articulação com os órgãos estaduais e federais competentes. O governo municipal reforça que não houve rompimento de barragem e orienta a população a evitar a propagação de informações não verificadas, mantendo-se atualizada apenas pelos canais oficiais. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199.


