2 de abril: dia Mundial do Autismo: conheça iniciativas que fazem a diferença

Com 6 milhões de brasileiros no espectro, o diagnóstico precoce é essencial para promover qualidade de vida e autonomia.

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No Brasil, 6 milhões de pessoas estão no espectro; Agito Mais reforça a importância do diagnóstico precoce e da inclusão social. Foto — Agito Mais.
No Brasil, 6 milhões de pessoas estão no espectro; Agito Mais reforça a importância do diagnóstico precoce e da inclusão social. Foto — Agito Mais.

Nesta quarta-feira (2 de abril de 2025), celebra-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 com o objetivo de promover a compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e combater estigmas associados à condição. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desafios na interação social, comunicação e comportamento, incluindo hiperfoco, dificuldades sensoriais e resistência a mudanças de rotina.

Dados apontam que o TEA afeta uma em cada 100 crianças no mundo. No Brasil, entretanto, as estatísticas indicam cerca de uma em cada 30 crianças, o que soma aproximadamente 6 milhões de pessoas no espectro. O diagnóstico precoce, geralmente feito entre os dois e três anos de idade, é crucial para a implementação de terapias que possam melhorar a qualidade de vida e promover maior autonomia.

Apesar de avanços na conscientização e inclusão, pessoas com TEA ainda enfrentam barreiras importantes no Brasil, como dificuldades de acesso a tratamentos especializados, inclusão no mercado de trabalho e direitos na área de educação e saúde. Segundo especialistas, o desconhecimento sobre o transtorno na sociedade em geral contribui para o preconceito e limitações impostas às famílias.

Nós do Agito Mais destacamos iniciativas que têm feito a diferença no país. Em Brasília, por exemplo, uma escola na Asa Sul promove há décadas a interação entre crianças com e sem autismo, incentivando o respeito às diferenças e o desenvolvimento da empatia. Esse é apenas um dos exemplos que mostram que práticas inclusivas podem transformar vidas. Em Brasília, uma escola localizada na Asa Sul realiza, desde 1976, atividades que promovem a integração de crianças com e sem autismo, incentivando o respeito e a empatia entre os alunos.

Na esfera científica, pesquisas internacionais vêm aprimorando o diagnóstico de TEA. Especialistas no Japão e no Canadá utilizam ressonância magnética e inteligência artificial para mapear padrões cerebrais associados ao transtorno, alcançando precisão diagnóstica de até 95%.

No Brasil, os números de matrículas de crianças com TEA em escolas comuns vêm crescendo: de 405 mil, em 2022, para 607 mil, em 2023. Embora isso demonstre avanços, especialistas ressaltam a necessidade de políticas públicas que garantam suporte adequado para que essas crianças possam alcançar seu pleno potencial.

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