Mariana: denúncia de alunos: “favelados”, alta velocidade e rota contestada com ônibus da Brasil Transportes

Segundo os relatos encaminhados ao Portal Agito Mais, houve tentativa de deixar passageiros para trás na rodoviária de Itabirito e situações de desrespeito contra a equipe escolar.

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Estudantes afirmam que motoristas da Brasil Transportes teriam feito comentários preconceituosos, discutido com professoras e conduzido ônibus em alta velocidade durante viagem escolar. Foto — meramente ilustrativa da Escola/Google Maps.
Estudantes afirmam que motoristas da Brasil Transportes teriam feito comentários preconceituosos, discutido com professoras e conduzido ônibus em alta velocidade durante viagem escolar. Foto — meramente ilustrativa da Escola/Google Maps.

Estudantes da Escola Estadual João Ramos Filho, localizada no bairro Cabanas, em Mariana, na região central de Minas Gerais, entraram em contato com o Portal Agito Mais para denunciar situações de desrespeito e insegurança durante excursão escolar na última quarta-feira (15 de julho de 2026), ao Instituto Inhotim, realizada com transporte da empresa Brasil Transportes.

De acordo com os relatos, os motoristas teriam se recusado a cumprir parada previamente combinada em uma lanchonete, onde os alunos já haviam pago seus lanches. A situação teria gerado discussão com a diretora e professoras, em frente aos adolescentes.


O relato aponta que a postura dos motoristas foi considerada agressiva e desrespeitosa, levando a diretora a se emocionar diante da turma. Os alunos também afirmam que o ônibus foi conduzido em velocidade excessiva, causando medo durante o trajeto.

Outro episódio narrado ocorreu na rodoviária de Itabirito, quando parte dos estudantes e a diretora ainda estavam pagando por lanches. Segundo os relatos, o motorista teria iniciado a saída do ônibus sem esperar, sendo contido apenas após gritos dos passageiros.

Os estudantes afirmaram que se sentiram alvo de insinuações preconceituosas, interpretando a comparação feita pelos motoristas como se estivessem sendo chamados de ‘’favelados”, por estudarem no bairro Cabanas.


Uma das alunas que procurou a reportagem afirmou estar profundamente chateada com a situação. Em suas palavras:

“E se você pesquisar sobre a nossa escola, ela está na lista dos melhores ensinos. Muitos saem de particulares para vir para a nossa. O que mais nos chateou foi a falta de educação.”

Contato com a Escola

Nossa equipe também entrou em contato com a diretora Cíntia, da Escola Estadual João Ramos Filho. Ela esclareceu que não se tratava de um direito de resposta, mas sim dos próprios alunos relatando o que viveram. A diretora informou ainda que, para se pronunciar oficialmente, precisa de autorização da ASCOM (Assessoria de Comunicação Social). Segundo Cíntia, o repasse já foi feito à chefia e, assim que houver resposta oficial, ela poderá se manifestar.


Resposta da empresa

O Portal Agito Mais também buscou posicionamento da Brasil Transportes. Os setores responsáveis pela nota oficial não estavam em funcionamento nesta data, mas o gerente da empresa, Alisson, respondeu de forma não oficial:

“O problema ocorrido no transporte se deu porque não havia sido pré-estabelecido um ponto de parada antes da viagem. O que foi definido foi apenas a rota Mariana/Inhotim e, no retorno, Inhotim/Mariana. A escola não pagou pelo transporte diretamente. No momento do embarque de volta, houve pedido para alterar a rota, passando por Belo Horizonte e parando no Jardim Canadá, em Nova Lima, para lanche. A empresa decidiu não alterar, pois isso modificaria muito o trajeto. A escola tentou impor a alteração, mas não foi aceita. Só realizamos mudanças de rota em casos de segurança, como bloqueios de rodovia ou acidentes. Isso acabou gerando desconforto entre diretoria, alunos e motorista.”

Questionado sobre os relatos de que estudantes teriam sido alvo de insinuações preconceituosas, sugerindo que seriam “favelados” por estudarem no bairro Cabanas, Alisson afirmou que até o momento não tinha conhecimento dessa informação, devido ao horário em que o ônibus chegou à garagem, e que tomou ciência apenas por meio de nossa equipe. Ele acrescentou que, caso seja confirmado algum ato nesse sentido, as providências cabíveis serão tomadas pela empresa.

O Portal Agito Mais reforça que o espaço para o direito de resposta oficial da Brasil Transportes e da Escola Estadual João Ramos Filho permanece aberto e será incluído na reportagem assim que disponibilizado.

O Agito Mais ressalta que todas as informações publicadas têm como base relatos encaminhados por estudantes e respostas obtidas junto às partes envolvidas, mantendo aberto o espaço para manifestações oficiais.

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