Andorinha Cultural reúne 2 mil pessoas e visitantes de Portugal, Colômbia, Argentina e Estônia em Ouro Preto

A terceira edição do evento contou com público de várias cidades brasileiras e estrangeiros, reforçando o caráter internacional e cultural da iniciativa.

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Festival gratuito no Parque Natural Municipal das Andorinhas teve programação diversificada com música, teatro, oficinas e práticas de bem-estar. Fotos — Holofote Cultural.
Festival gratuito no Parque Natural Municipal das Andorinhas teve programação diversificada com música, teatro, oficinas e práticas de bem-estar. Fotos — Holofote Cultural.

Ouro Preto, na região central de Minas Gerais, viveu um fim de semana marcado pela cultura e pelo bem-estar nos dias 18 e 19 de abril, durante a terceira edição do Andorinha Cultural, realizado no Parque Natural Municipal das Andorinhas. O evento gratuito recebeu cerca de duas mil pessoas, vindas de diferentes regiões do Brasil e do mundo, consolidando-se como uma das principais iniciativas culturais e ambientais da cidade.

No sábado (18), a programação começou com a caminhada “Mude 1 Hábito”, seguida pelo espetáculo teatral Jagy Nak – Sabedoria da Terra, em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas. O grupo Chorando em Versos se apresentou ao lado da cantora Erika Curtiss, trazendo o chorinho para o público. Encerrando o dia, Laura Catarina emocionou com o show “Laura Catarina canta Vander Lee”, em tributo ao artista mineiro, dez anos após sua morte.

O domingo (19) foi dedicado ao bem-estar, com práticas de yoga, tai chi chuan, sessões de reiki, auriculoterapia e massagem, realizadas em parceria com o Programa Íris da UFOP. O Coral Vozes de Vila Rica também se apresentou, e o espetáculo musical Sons de Cura encerrou a programação.

As crianças tiveram espaço garantido com oficina conduzida por Raquel Silva, que integrou educação ambiental e atividades artísticas, incluindo coleta de resíduos no parque e produção de colagens.

A iniciativa contou ainda com a Feira + Comunidade, reunindo artesanato, gastronomia e produtores locais, movimentando a economia de distritos como Amarantina e Antônio Pereira.

O secretário de Meio Ambiente de Ouro Preto, Chiquinho de Assis, destacou o caráter coletivo da ação:

“O Andorinha Cultural chega à sua terceira edição com parcerias fortalecidas. É um movimento de ressignificação desse espaço — um lugar de ecologia, produção de água, mas também de cultura, convivência e acolhimento.”

A vice-prefeita Regina Braga também celebrou a ocupação do parque pela população:

“É motivo de orgulho ver as famílias de Ouro Preto e os visitantes aproveitando esse espaço com uma programação tão rica. O parque está vivo, bem cuidado, e esse encontro entre natureza, arte e cultura mostra o quanto ele é importante para a cidade e para Minas Gerais.”

Gilson Martins, diretor da Holofote e coordenador do projeto, ressaltou:

“O Andorinha Cultural nasce do desejo de reconectar as pessoas com aquilo que é essencial: a arte, a natureza e o encontro. É gratuito, inclusivo, pensado para todas as idades, fortalecendo artistas da região e convidando o público a viver uma experiência única em meio à natureza.”

O evento também se destacou pelo compromisso com a acessibilidade, oferecendo intérprete de Libras, audiodescrição, material em braille e monitoria para pessoas com deficiência. O parque disponibilizou ainda a cadeira Julietti, equipamento adaptado para trilhas e montanhismo, ampliando o acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

A diversidade do público foi um dos pontos altos: além de moradores de Ouro Preto e cidades mineiras como Belo Horizonte, Mariana, Juiz de Fora, Contagem, Betim e Governador Valadares, o festival recebeu visitantes de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal. Houve também presença internacional, com participantes vindos de Portugal, Colômbia, Argentina e até da Estônia.

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