A Polícia Rodoviária Federal (PRF) se manifestou na quarta-feira (21 de janeiro de 2026) sobre a chamada “caminhada da liberdade”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF). O órgão afirmou que não houve comunicação prévia sobre o ato, o que impediu o planejamento de medidas de segurança viária. A marcha, que já ultrapassou a cidade de Cristalina (GO), reúne cerca de 100 pessoas caminhando pelo acostamento da BR-040, enquanto veículos trafegam em fluxo intenso.
Segundo a PRF, o monitoramento dos manifestantes será contínuo, mas o deslocamento sem aviso oficial expõe os participantes a riscos elevados. “Por questões estritamente operacionais e de segurança viária, a PRF ressalta os riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via, visto que não houve comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito”, informou a corporação em nota.
A caminhada, que tem previsão de percorrer mais de 200 km até a capital federal, começou no domingo (19/1). No primeiro dia, os participantes percorreram 36 km; no segundo, 76 km. A chegada está marcada para domingo (25/1), quando está programada uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Apesar da declaração da PRF, a assessoria de Nikolas afirmou que encaminhou ofícios à corporação e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no início da mobilização, e que houve confirmação de recebimento pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Segundo o comunicado, os demais órgãos de segurança pública estão sendo informados conforme os trajetos são definidos.
A marcha tem caráter político e conta com a presença de parlamentares de diferentes estados, como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), além do senador Márcio Bittar (PL-AC). O movimento é apresentado como um protesto pela “justiça e liberdade”, em repúdio às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa de Bolsonaro e dos condenados do 8 de Janeiro, que os organizadores afirmam serem vítimas de “perseguição sistemática”.
Assim, enquanto a PRF reforça os riscos da caminhada sem autorização formal, os organizadores sustentam que houve comunicação oficial e que o ato seguirá até Brasília como forma de chamar atenção nacional e mobilizar apoiadores.




