Na manhã da última quarta-feira (10 de setembro de 2025), o 1º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, condenou um homem a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da namorada trans, ocorrido em 19 de abril de 2024, no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte.
O Conselho de Sentença considerou o réu culpado por homicídio qualificado por motivo fútil. A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Felipe Sampaio Aranha, que presidiu o julgamento e destacou o agravante da violência contra a mulher ao definir a pena. O magistrado também levou em conta o fato de o réu ser confesso e menor de 21 anos.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o casal mantinha um relacionamento amoroso e discutiu por questões da vida conjugal. Durante a briga, o homem pegou uma faca e desferiu diversos golpes no pescoço da vítima, que foi encontrada morta dentro de casa no mesmo dia.
Três testemunhas foram ouvidas durante o julgamento. A mãe da vítima relatou que a filha era “da paz e tinha aura de anjo”. Ela também afirmou que o acusado mentiu o nome ao se apresentar pela primeira vez e que sabia das dificuldades enfrentadas pela filha no relacionamento. Em seu último contato com a jovem, a mãe ouviu que a filha pretendia se separar do namorado, dizendo “de forma super tranquila” que o relacionamento havia chegado ao fim.
Durante o interrogatório, o réu respondeu apenas às perguntas feitas por sua defesa e confessou o crime em plenário, sem fornecer mais detalhes sobre o assassinato.


