Prefeito de Mariana vai a Londres para julgamento decisivo contra a tragédia de fundão

A decisão da corte inglesa é esperada ainda em 2025.

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Juliano Duarte e vítimas do desastre de fundão acompanham audiência decisiva sobre responsabilização da BHP. Foto = divulgação/rede sociais.
Juliano Duarte e vítimas do desastre de fundão acompanham audiência decisiva sobre responsabilização da BHP. Foto = divulgação/rede sociais.

Na manhã de quarta-feira (12 de março de 2025), o prefeito da cidade de Mariana, região central de Minas Gerais, Juliano Duarte, chegou a Londres para acompanhar a etapa final do julgamento contra a mineradora australiana BHP. A ação busca responsabilizar a empresa pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, que resultou na morte de 19 pessoas e causou um dos maiores desastres ambientais do Brasil.

O julgamento, iniciado em outubro de 2024, é liderado pelo escritório Pogust Goodhead, especializado em ações coletivas de direitos humanos e meio ambiente. A ação representa mais de 620 mil clientes, incluindo pessoas, comunidades, municípios e empresas afetadas. O último dia de audiências será nesta quinta-feira (13), quando as alegações finais serão apresentadas. A decisão da corte inglesa é aguardada para 2025.

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Além do prefeito, três vítimas do desastre — G.R., M.S. e P.F. — também estão presentes nas sessões. Juliano Duarte, eleito em 2024, optou por não aderir ao acordo de repactuação homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que destinaria R$ 170 bilhões para reparações, dos quais R$ 38 milhões já foram pagos. O prazo para adesão ao acordo terminou em 6 de março de 2025.

A mineradora BHP argumenta que os crimes já prescreveram, mas a ação segue em busca de justiça para os atingidos. O prefeito destacou a importância do julgamento em um vídeo publicado nas redes sociais:

“Estamos aqui para lutar por justiça, por Mariana e pelos atingidos. Hoje será um dia decisivo.”

O caso, que já passou por uma disputa de jurisdição em 2022, é acompanhado de perto por autoridades e organizações internacionais. A expectativa é que o julgamento traga avanços significativos na responsabilização por desastres ambientais e na reparação das vítimas.

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