Sábado, 28 de Maio de 2022
21°

Poucas nuvens

Itabirito - MG

Política Coluna de Opinião

Choque de Gestão - Coluna Brasília em Fatos

Marcelo Rebelo

18/03/2022 às 12h42 Atualizada em 18/03/2022 às 12h50
Por: Jornalismo AgitoMais
Compartilhe:
Foto - Divulgação/Canal Youtube: OAB Rondônia
Foto - Divulgação/Canal Youtube: OAB Rondônia

Choque de gestão e combate à gatunagem fazem Correios dar lucro excepcional

Antes deficitário, abalado por escândalos de corrupção e com as diretorias loteadas por critérios pouco republicanos na gestão petista, o Correios era uma estatal falida e sem solução. 

Porém, no governo do presidente Jair Bolsonaro a coisa mudou e bastou um choque de gestão com a nomeação de uma equipe técnica e independente, além de coibir a gatunagem para fazer a estatal operar com recordes de arrecadação.

Os Correios registraram lucro de R$ 3,7 bilhões em 2021, valor que representa o dobro do registrado em 2020 e representa o melhor resultado nos últimos 22 anos. Esse foi o terceiro ano seguido de ganhos na estatal, que aumentou o volume de operações e receitas durante a pandemia.

Os números foram apresentados, na quinta-feira (17), pelo presidente dos Correios, Floriano Peixoto. Segundo ele a melhoria nos resultados decorreu do saneamento financeiro e das medidas de combate à corrupção e sustentabilidade econômica executadas nos últimos anos.

Como medidas para recuperar as finanças da companhia, ele citou ajustes na direção da administração central e das superintendências estaduais, planejamento econômico para sanear a empresa em seis meses, suspensão de contratos de consultoria e revisão dos maiores contratos.

Ele também mencionou a reavaliação das condições das diretorias e o estreitamento do contato com órgãos federais para combater as ilicitudes, como Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, entre outros.

Em relação aos gastos com pessoal, a empresa ressaltou que as mudanças no acordo coletivo de trabalho dos empregados proporcionaram economia de cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano. Além disso, os dois planos de demissão incentivada efetuados durante a gestão atual resultaram em economia de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamento.

Nos próximos cinco anos, a estatal quer dobrar o volume de encomendas, o resultado da receita, triplicar o patrimônio líquido; manter em dois dígitos a margem Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). No ano passado, os Correios registraram Ebtida de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 113% em relação a 2020.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.