Quadrilha colombiana é denunciada por furto de rosário de ouro em Ouro Preto

Por Redação Agito Mais

Peça do século XIX estava exposta no Museu de Arte Sacra da Basílica de Nossa Senhora do Pilar e segue desaparecida. Foto do item roubado.
Peça do século XIX estava exposta no Museu de Arte Sacra da Basílica de Nossa Senhora do Pilar e segue desaparecida. Foto = reprodução/divulgação Basílica de Nossa Senhora do Pilar.
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou quatro colombianos pelo furto de um rosário de ouro do século XIX, que faz parte do acervo da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A peça, que é considerada um bem cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi subtraída no dia 10 de novembro de 2023, em uma ação flagrada por câmeras de segurança.

Segundo o site G1, os denunciados são William Cardona Silva, Ingrid Lorena Ceron Rincon, Carol Viviana Pineda Rojas e Miller Daniel Hortua Laverde. Eles foram acusados de furto qualificado e associação criminosa. Apenas Ingrid Lorena foi presa, em São Paulo, durante a Operação Relicário, deflagrada pelo MPMG no dia 17 de novembro. Os demais estão foragidos.

O MPMG também pede que os denunciados paguem R$ 100 mil pelos danos materiais causados ao patrimônio histórico, e mais R$ 500 mil por danos morais coletivos. O órgão ainda tenta localizar o rosário, que foi inserido no site Sondar, um sistema usado para divulgar bens culturais furtados ou roubados no estado.

Segundo a denúncia, os colombianos saíram de São Paulo, em um carro alugado, e foram até Ouro Preto para planejar o crime. No dia do furto, eles entraram no museu da igreja e, com uma ferramenta, romperam a trava do vidro de proteção e forçaram a vitrine, sem quebrá-la e acionar o alarme. Um deles ficou do lado de fora, vigiando a movimentação de pessoas.

Após o crime, os denunciados fugiram para Belo Horizonte, Capital do Estado e, depois, para São Paulo. O MPMG apurou que eles têm parentesco e vínculos afetivos entre si, e que constituíram uma associação criminosa estável, especializada na prática de crimes contra o patrimônio em diversos estados, com divisão de tarefas e repartição dos bens furtados. Eles também acumulam antecedentes criminais em Minas Gerais e em outros sete estados.

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