SUS fará teste precoce de autismo em crianças de 16 a 30 meses no país

Se quiser, posso criar variações com foco em outros aspectos, como impacto social, integração da rede ou dados populacionais.

COMPARTILHE:

Nova estratégia nacional amplia suporte às famílias e profissionais com protocolos personalizados, capacitação e acesso digital a ferramentas de triagem e intervenção. Foto — José Cruz/Agência Brasil.
Nova estratégia nacional amplia suporte às famílias e profissionais com protocolos personalizados, capacitação e acesso digital a ferramentas de triagem e intervenção. Foto — José Cruz/Agência Brasil.

O Ministério da Saúde lançou na última quinta-feira (18 de setembro de 2025) uma nova linha de cuidado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco na triagem precoce e no início imediato de estímulos e intervenções. A principal novidade é a inclusão do teste M-Chat na rotina de avaliação do desenvolvimento de todas as crianças entre 16 e 30 meses atendidas pela atenção primária.b

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta é a primeira vez que o governo federal estabelece um protocolo nacional para o cuidado com o TEA:

“Não é necessário esperar o diagnóstico fechado para iniciar os cuidados. A atuação precoce tem impacto direto na autonomia e na interação social futura dessas crianças”, afirmou.

O teste M-Chat, disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS, permite identificar sinais de autismo nos primeiros anos de vida. A partir dos resultados, profissionais de saúde poderão orientar as famílias sobre os estímulos adequados e encaminhar os casos para serviços especializados.

Dados do IBGE indicam que cerca de 1% da população brasileira vive com TEA, e 71% dessas pessoas apresentam outras deficiências associadas. O Ministério da Saúde reforça que a nova linha de cuidado orienta gestores e profissionais sobre o funcionamento da rede, desde a atenção básica até os Centros Especializados em Reabilitação (CER).

Além da triagem, o protocolo inclui o fortalecimento do Projeto Terapêutico Singular (PTS), que prevê planos de tratamento personalizados elaborados por equipes multiprofissionais em parceria com as famílias. Também foram atualizadas as diretrizes do Guia de Intervenção Precoce, que será submetido à consulta pública.

Outro eixo da iniciativa é o acolhimento familiar. O ministério destaca a importância de orientar pais e cuidadores, oferecendo grupos de apoio e capacitação para práticas no ambiente domiciliar. A proposta inclui a implementação do programa de treinamento de habilidades para cuidadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), voltado para famílias com crianças com TEA ou atraso no desenvolvimento.

COMPARTILHE:

veja +

+ recomendação

Rolar para cima